top of page

Review de melancia e devaneios

Foto do escritor: Pedim GuimarãesPedim Guimarães

Ae galera, tudo bem?


Esse texto aqui será um review, sim, não sei se você percebeu, eu dividi o conteúdo em sessões, atualmente tá assim: Crônicas – em que falo geralmente de ficções, ou algo meu; Tirinhas – aquelas do Davi; Review – em que comento algo que me marcou; Poemas – antes eu só fazia poema para ofender meus amigos, aí vi que consigo escrever algo mais ou menos vez ou outra; Diário do Davi – minha experiência como pai. Nesse aqui vou escrever sobre algo muito saboroso que comi esses dias: melancia da Magali.


Melancia tem uma peculiaridade semelhante à uva: irritantes caroços. Porra, véi, o tanto de vezes em que eu desisti de comer uva com raiva dos caroços, tu tá lá, mó delícia a uva, pá, a desgraça de um caroço intrometido. Criador, por que Você não botou um método diferente de reprodução para essas árvores que fornecem frutas gostosas? Você fez tanta coisa bonita, pô, por que você não fez que nem a banana? Olha, a gente nem iria perceber, será que ainda dá tempo? Já que estou desabafando, olha, outra falha grande sua foi ter feito esse sistema excretor para gente, em especial a atividade de defecar. Sério, além de constituir o momento menos sublime do ser humano, o produto expelido tende a não possuir um aroma de alfazema, nem sempre há instalações adequadas por aí, e ainda tem esse lance de usar apenas papel que me deixa deprimido. Criador, não dava para sair tudo no suor, na urina, seria interessante fazer um recall, por outros motivos também, vocês sabem quais, aí seria outro assunto.


Voltando aos caroços, a melancia irrita mais, eles se concentram num ponto, PQP, mais caroço por milímetro do que nas uvas. Tá, eu sei que são digeríveis, saber dessa informação não colaborou a melhorar o sabor, não. E das melhorias que mais esperei no campo da agricultura foi termos frutas sem caroço. Sim, sou Nutella, tu também deve ser, não é? Pois vai lá, pega tua mala, vai morar três meses numa localidade no meio do nada, vai caçar tua janta, sem energia elétrica, sem água encanada, vai, danadão, raiz. Bom, voltando às inovações, no campo da agricultura, aí soube das uvas sem caroço, felicidade medonha! Ora, agora poder comer sem o cuidado de morder um caroço, massa demais, concentração toda em saborear a uva. Por aqui ainda não achei uva Red Globe sem caroço, se acharem me digam, a Thompson é boa, mas a Red... Ah, ela é a vedete das uvas, a dona da porra toda.


Fiquei na ânsia pela melancia sem caroço, pow, nada? Quando vão atender a nossas preces? Legal, começaram a trabalhar nisso, massa. Acompanhei boas melancias, umas quase sem sementes, outras com algumas a mais, um alívio para os apreciadores do gênero. Eu sou um entusiasta da tecnologia, muitas inovações facilitaram tanto nossa vida que a gente nem imagina mais como fazíamos antes. Para pensar um pouco, hoje tu pode dirigir em qualquer lugar e chegar ao destino com um Smartphone, internet e um aplicativo de navegação. Desenvolver diversas habilidades por meio de vídeo aulas e tutoriais. E a tecnologia pode melhorar o que a natureza criou, afinal tudo muda, não somos mais o que éramos há alguns séculos, isso se segue passando pelos milênios, quão diferentes somos desde nosso surgimento? Por mais que haja interesse comercial na ciência, ela visa a ajudar o ser humano a se conhecer, entender o universo e poder melhorá-lo. E a gente aqui no Brasil não valoriza o cientista né? A gente tende a valorizar quem ganha bem, pode ser uma pessoa desprezível, se ela ganha bem provável ser mais respeitada. Tanto estudante bom por aqui, que poderia desenvolver bastante conhecimento, infelizmente temos uma péssima relação com a produção de conhecimento científico.


Uma atividade que tenho feito bastante desde o nascimento do Davi é fazer compras. Odiava, hoje até gosto, acredite, tendo a ir aos mesmos, então uns já me cumprimentam, enfim... numa dessas idas, vi a tal da Melancia da Magali (demorei a falar dela de propósito, para saber seu nível de curiosidade e apreço ao que escrevo, obrigado). De primeira achei engraçado, fofo; da segunda eu peguei, olhei; terceira, cheirei, deixei de pegar, esqueci, até que um dia criei coragem e levei. Cara, que fruta maravilhosa, carnuda, vermelhinha, ponto certo de doçura, melhor de tudo: sem caroço, parceiro. Uau, é, mas o preço vem pra lascar. Comprei umas vezes distraído, véi, quando vi o preço, perguntei se o operador do caixa havia registrado certo, “sim, senhor”. Cara, fudido. Melhor pelo custo benefício tirar um caroço ou outro e torcer para que essa melhoria seja acessível para o agricultor regional o quanto antes.


Pois é, galera, obrigado por acompanhar esse festival de besteira,


Abraço


Paz




Comments


bottom of page