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The Midnight Gospel

  • Foto do escritor: Pedim Guimarães
    Pedim Guimarães
  • 29 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 14 de mar. de 2022


Olá, pessoal, tudo bem?


Eu não sou fã de repetições, não costumo comer nos mesmos restaurantes quando saio a fim de saciar o hedonismo glutão, caso eu repita o local, procuro logo um novo prato. Mesmo música, uma das minhas paixões, uma experiência curta, não aprecio repetir, talvez um eu dia disserte sobre “músicas que deveriam ser abolidas das rádios”. A regra se aplica também ao entretenimento audiovisual: evito rever filmes e séries. Salvo quando eu vi a obra há muitos anos, ou por ser algo incrível, adjetivo que uso para justificar rever essa maravilha.




Muitas séries apresentam produções milionárias, diversos prêmios, porém nem todas, poderíamos dizer que poucas, tocam-lhe a ponto de propor mudanças em sua jornada existencial, ou, pelo menos, uma reflexão. Há momentos em que a série pode proporcionar um nocaute sentimental, cuja potência e rapidez dos golpes não oferece possibilidade de reação, quando você percebe está envolto em divagações filosóficas, o que pode retardar uma maratona da série. Pensei em descrever como você pode se sentir ao assistir The Midnight Gospel, todavia acho melhor representar com um meme:


Na época em que estreou, não causou tanta repercussão, não sei, alguns podem ter se afastado por achar o desenho psicodélico – afinal Pendleton Ward, o criador de “Hora da Aventura”, assina a animação, então comum haver associação a um “desenho chapadão”; ou por haver mais interesse do público em séries menos densas. A vida em si já é difícil, né? Concordo, acordar e enfrentar a batalha cotidiana é uma tarefa árdua, todavia os diálogos abordados ao longo dos episódios são temas pertinentes à nossa existência, alguns assuntos correspondem a tabus, dentre eles destaque para a morte, que corresponde a uma das poucas certezas do mundo, todos iremos morrer, a única dúvida é quando. Num bate papo, esse tema assusta os interlocutores, uma frase recorrente é “vira essa boca pra lá”. The Midnight Gospel traz esse assunto de forma didática, bem agradável.



Apesar de ser uma animação, não é adequado para crianças. Ainda há uma crença de que desenho é mais voltado para os pequenos. Os episódios possuem duração curta, cerca de vinte minutos cada. Clancy (dublado por Duncan Trussell) possui um podcast, viaja para mundos distantes, onde ele entrevista seres peculiares para seu programa. Pode parecer um pouco confuso acompanhar os diálogos e perceber o que rola na tela, não se preocupe, você tem plena capacidade de absorver o conteúdo, garanto, não tenha pressa em ver, aconselho que assista com alguém ou veja e converse com seus amigos sobre o que foi visto. Ah, oito episódios.


Ao redigir esse texto, li algumas críticas sobre essa obra, os autores tecerem muitos elogios, deixarei alguns links (aqui, aqui e aqui) para vocês apreciarem. Antes de encerrar essa prosa, confesso que alguns episódios me deixaram com a vista turva, coincidentemente eu estava cortando cebolas na hora.


Essa cena...

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