Escrita
- Pedim Guimarães
- 19 de dez. de 2020
- 2 min de leitura

Olá seguidores, quanto tempo, muitos meses sem escrever. Foram meses bem atribulados, porém não esqueci desse espaço. Confesso que não escrever me assombrou um pouco, a cobrança interna constante (acho que todo mundo tem isso, né?).
Estou com uns rascunhos mentais, talvez uns cinco textos na agulha. Apesar de manter na mochila um caderno para eventuais anotações e rascunhos, não o alimento muito, vou me concentrar em mudar esse hábito. Confio bastante na minha memória, todavia, por mais confiável que seja a minha mente – e não é, registros físicos possuem um grau de segurança bem maior, fora que visualizar a ideia pode estimular a associação com outros pensamentos. Uma técnica de redação bem interessante que aprendi durante o ensino médio: escrever no papel a ideia central, circulá-la, daí derivar temas relacionados, analisar quais você se sente capaz de desenvolver, se não for, então riscar.
Aplicar essa metodologia me ajudou muito a destravar minha escrita, pois é, eu não tinha muita segurança em redigir, inclusive preocupava minha mãe, que me inscreveu em um curso de redação muito bom, do finado professor Itamar Filgueiras, creio que aí a engrenagem começou a virar. O docente sabia transmitir conhecimento de forma elucidativa, contudo as aulas objetivavam o aspecto formal do texto, voltado para aprovação no vestibular, portanto o processo criativo por si não era estudado.
Alguns anos depois, em aulas preparatórias para concurso, tive a honra de ser aluno do Mestre Costinha, além do rigor com o vernáculo, declarou que a leitura que abre as portas da criatividade, por mais óbvio que pareça, demorei a perceber isso. O professor me indicou alguns autores para me inspirar, dentre eles, Machado de Assis cronista, conhecemos mais o imortal como romancista, que merece nossos aplausos, mas como cronista, sensacional. Também destaque para os nossos autores locais Airton Monte e Milton Dias.
Escrever se tornou uma atividade prazerosa para mim, sempre que posso utilizo a escrita elaborada para transmitir minhas mensagens. Aproveito a oportunidade para citar que divago em cima de cada besteira, quem convive mais comigo pode confirmar essa declaração. Veio uma lembrança aqui, durante o ensino médio eu escrevia cartas de amor para alguns colegas, não é isso que você pensou, o documento era desenvolvido como se fosse de autoria de alguma menina da sala, para deixar o amigo cheio de esperanças. Antes que me execrem, logo a farsa era desvendada, todos se divertiam, pelo menos eu acho, nunca me contaram sobre corações partidos.
Como outras habilidades, escrever requer prática, essa regra de ouro vale para tudo, não consigo visualizar uma exceção. Seja no campo das artes (escrita, desenho, escultura, atuação); seja na atividade física. Por mais clichê que soe: a prática leva a perfeição. Seja o que for, aquilo em que você queira ficar bom, tem que treinar, mesmo que você não vá até a exaustão, pelo menos reserve alguns minutos do seu dia para se debruçar no que você almeja se aperfeiçoar. Acredite, um dia você chegará a um nível interessante, acredite não apenas no tempo, mas em si mesmo.
Um abraço caloroso a vocês, até o próximo texto
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