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Feliz Ano Novo ou Saudades Velhos Anos?

  • Foto do escritor: Pedim Guimarães
    Pedim Guimarães
  • 29 de dez. de 2020
  • 3 min de leitura

Olá, pessoal, tudo em paz?


Temos um convidado no blog, meu amigo Alexandre Michiles expõe de forma realista, pé no chão, sobre o ano que passou, que ano, ein? Com vocês o texto abaixo.


Feliz Ano Novo ou Saudades Velhos Anos?


A princípio caro leitor, me antecipo em dizer que não se trata de um texto pessimista ou arcaico, trata se de uma vista minha sobre o que me vem aos olhos e ao pouco conhecimento geopolítico ao qual me atrevo de forma bem humilde em comentar.


2020 não foi brincadeira, acho que isso e unânime no mundo inteiro. O mundo conheceu nesta geração, pessoalmente, a terrível face de uma pandemia, ao qual antes só liamos nos livros de história ocorridos em séculos passados. A sociedade no mundo inteiro se viu refém e impotente diante algo desconhecido e que ao terror inconsequente ou imprudente, vomitado pelas mídias sociais, nos colocou a beira de um grande caos, a ponto de duvidar se tudo isso que está acontecendo é realmente verdade.


Não estou amenizando o efeito de tal doença a qual ainda citam como “novo” a todo momento, mas estou dando alguns passos para retaguarda a fim de poder ter melhor visão do amplo que isso está causando. E a paisagem disto não e nada bonita, tampouco promissora, ao menos a curto e médio prazo. Estamos a espera ansiosa por uma vacina, um remédio, na esperança de poder voltarmos aos velhos anos, onde nos reuníamos com amigos em todo lugar, festas, um simples cinema, um barzinho até as 02:00 da manhã, um lanche na madrugada…


Mas não posso dizer que tal esperança por seja qual tipo de remédio for, será um ponto final a esse momento tão lesivo que estamos vivendo. Existe uma espécie de movimento político mundial, econômico, ou até quem sabe religioso ou incrédulo, para alguns, de submeter nossa atual sociedade a um ideal único. Mas a grande pergunta que parece ser tão óbvia a princípio é… POR QUE? Por poder? Por dinheiro? Por um ideal imaginário? Por Vaidade? Em uma guerra, só se mata o inimigo uma vez, mas a política que envolve todo esse desastre que estamos vivendo, nos mata várias vezes. E por falar em política, sinto lhes dizer que não existe esquerda nem direita puros. Até onde eu conheço, ambos lados se flertam em muitos momentos. Então vamos parar de vestir essa camisa de time que joga dos dois lados que vimos em 2020. O extremismo visto em 2020 foi combustível pra algo que já estava ruim, piorar muito e adivinhem quem sai perdendo?


2020 nos deixa com muitos por quês, para muitos nos deixa com o gosto azedo da hipocrisia, um adeus sem suspiros. Saudades dos velhos anos, saudade do simples, mas não o simples que um aplicativo de celular nos entrega. Acho que a palavra-chave diante disso tudo chama-se INCERTEZA. O ano de 2021 para este amador cronista ou chato pessimista, se chama incerteza, seja ela econômica, de saúde, em nossa democracia já tão abalada, nas nossas futuras lembranças e principalmente, em nossa tão árdua liberdade.


Então mais algumas perguntas. O que fazer? Correr paras montanhas? Desistir de viver? NÃO!!! Eu acho que 2021 deve ser o ano para você que aguentou ler isso tudo até aqui, um ano de aprendizado e valorização do que realmente te importa, ou de quem se importa… perdeu alguém que ama? Por doença ou por imaturidade? REFLITA! Um ano de quitar dívidas antigas, de desfazer preocupações fúteis, de olhar para 2020 e lembrar o que você valoriza? Ou quem você valoriza? Quem realmente importa? Quem está ao seu lado? Você acha que fez a diferença para alguém? Tenham um bom 2021.


1 commentaire


edfalpereira
30 déc. 2020

Vixe, tem uns na turma 21 que vão achar esse texto muito moderador.

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