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Por que um blog?

Foto do escritor: Pedim GuimarãesPedim Guimarães



Talvez seja a pergunta de vocês que me conhecem um pouco mais, afinal de onde veio essa ideia? Talvez nem exista essa dúvida de vocês, todavia me pareceu um bom tema para discorrer.


Bom, não sou bonito, pelo menos não o suficiente para expor minha imagem por aí, por isso prefiro poupar vocês de sustos, pode ser que alguém com problemas cardíacos acesse o canal, veja minha cara, pum, infarto, a família me processa, e aí? Já estou repleto de dívidas, acumular mais uma não seria legal. Creio que quase todo adulto reclama de dívidas, você também? Se sim, saiba que você é normal, sinta-se abraçado (se me ver na rua me abrace e diga assim “muitas dívidas, bicho”). Eu, além da feiura, sofro de uma gagueira, então meus vídeos teriam muita edição para disfarça essa falha de oratória; aliás, sobre esse assunto de produzir vídeo, isso me daria muito trabalho, teria que aprender tudo – da filmagem à edição, portanto “prefiro evitar a fadiga” – nas palavras do saudoso Jaiminho. Fora que teria que comprar uns equipamentos, aí recai no assunto “dívidas”, só de pensar nelas o coração fica bem apertado, é muito sofrimento, cara.


Possuo uma relação antiga com a escrita, sempre tive uma imaginação muito fértil, fui uma criança solitária, com poucos amigos, preferia a companhia de meus brinquedos e jogos a brincar correndo pela rua, vale ressaltar que a diferença de idade com meu irmão é de cinco anos, logo tive muito até que ele crescesse. Meu brinquedo favorito era minha mente, na nossa cabeça podemos ser e ter tudo o que quisermos, basta se deixar levar pela imaginação. Gostava de bonecos de ação, não apenas brincava, todos os personagens tinham história, eu elaborava enredos, não me recordo de apenas mover sem objetividade, tipo pegar um dos heróis e o botar pra voar em zigue-zague.


Na escola, modéstia a parte, tirava boas notas em redação, não me lembro de qualquer dificuldade com esta matéria. Conseguia escrever rapidamente sobre os temas propostos pelos professores, tinha uma certa preguiça para escrever, daí me esforçava para me livrar logo da tarefa, acho que não apreciava por não possuir técnica de escrita, apenas jogava as palavras sem estruturar o texto em tópicos. Os exercícios propostos nessa idade se enquadram no gênero de narrativa, como eu sempre tive essa cabeça aguçada para criar histórias não passei muita dificuldade.


Mais tarde, na adolescência, tive problemas com redação. Havia uma professora muito rigorosa no meu primeiro ano do ensino médio, logo na primeira prova tomei uma bomba: uma nota baixa. Perdi o encanto com a escrita, sofri um bloqueio, tinha receio de escrever. Passei a ter muita cautela ao escolher as palavras, sentia-me um péssimo redator, a confiança na minha capacidade estava debilitada. Minha mãe preocupada, como toda mãe decente é, me matriculou em um curso de redação, excelente, do saudoso Itamar Filgueiras, que Deus o tenha, daí consegui reverter o meu entrave, voltei a ter gosto por escrever, a segurança se estabeleceu de forma duradoura.


Após destravar, comecei a brincar de escrever, escrevia cartas de amor anônimas para meus amigos, como se fosse uma das meninas da sala enviando. Ao final do texto havia um desfecho mais ou menos assim: “olhe para trás e veja quem te admira, estou (assim descrevia um dos meninos da turma)”, todos sempre riam da brincadeira. Alguns anos mais tarde, superando a timidez congênita, comecei a escrever para mulheres, tendo mais destaque para namoradas, sempre em datas comemorativas havia um texto acompanhando um presente.


Na época da primeira grande rede social, Orkut, eu passava muito tempo em debates nas comunidades virtuais, escrevia textos imensos sobre assuntos variados, de cinema chinês, assuntos da faculdade – cursei Administração de Empresas, espiritualidade e, claro, muita besteira. Sempre gostei de divagar sobre variados temas.


Um dia, sem qualquer motivo, bateu-me uma vontade de escrever, o texto todo veio, estava na minha cabeça bem dividido, senti vontade de sentar para digitar, assim o fiz, o primeiro texto foi “Manhã Chuvosa”, depois vieram mais alguns. Até pouco tempo, não conseguia manter uma regularidade de escrita, talvez por meu método arcaico de “esperar a inspiração”. Com a existência do blog me sinto mais cobrado a escrever, apesar de não haver pedidos de fãs, acho que nem os tenho, creio que escrevo para poucos, pessoas mais próximas de mim, bom, foda-se, escrevo mais para mim mesmo. A cobrança é minha.


Há alguns anos passei a administrar algumas páginas no Facebook, além de prezar pelo conteúdo visual, também me esforçava para escrever algo bacana para os seguidores, sempre primando pela boa escrita embasada, apesar de não ser algo voltado para o gênero literário, gostava bastante de publicar textos nas páginas.


Eis que um dia, a ideia brotou, perguntei para meu “círculo interno” da viabilidade da ideia, todos apoiaram. Vi alguns vídeos e li alguns textos sobre como produzir blog, cá estamos. Claro que há muito o que aprender, assim como na vida, não é mesmo? A importância dos hobbies reside na diversão, enquanto estiver rendendo boa energia, prossiga, quando começar a lhe trazer más sensações, não hesite em abandonar, nosso tempo é algo tão precioso que devemos investir naquilo que nos faz bem.


Não sei se publicarei um livro, talvez, quem sabe, por enquanto não tenho material suficiente para tal ousadia, tampouco capital e seguidores. Quem sabe no futuro, ou não. Mas algo é certo: uma obra imortaliza a pessoa, os anos se passam, o legado fica.


 
 
 

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