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Promessa de final de ano

  • Foto do escritor: Pedim Guimarães
    Pedim Guimarães
  • 25 de dez. de 2020
  • 3 min de leitura


Olá, pessoal, tudo bem?


Hoje, menos de dez dias para o final de ano, e aquele trecho da canção da Simone martela na nossa mente: “Então é Natal, e o que você fez?”. Não há necessidade de comentar o quão trágico este ano foi, portanto vamos deixar de lado essa reflexão do “o que você fez?” da canção da cantora, mas vamos nos focar no trecho seguinte: “O ano termina e nasce outra vez”. A medida que o ciclo anual chega ao fim, normal vermos pessoas traçando metas, objetivos; que vão de objetivos físicos (perder peso, deixar de fumar, pintar cabelo, fazer tatuagem o/) a assuntos de cunho psíquico (lutar contra depressão, trabalhar alguns traços de sua personalidade) e espiritual (procurar uma fé).


Tudo que venha a engrandecer uma pessoa é motivo para estimular. Perder peso? Massa; aprender um idioma? Show; estudar para concurso? Cara, se der te ajudo em algo; lutar contra velhos hábitos? Será pesado, mas vai pra cima; ter filho? Já que está nos seus planos, dê seu melhor como provedor desta nova vida; ser uma pessoa melhor? Bem genérico, sobre isso que quero falar. Quando eu vejo alguém pronunciar isso me identifico logo, afinal acho que deveria ser o objetivo de todo mundo. Buscar sempre essa meta inalcançável, por mais paradoxal que essa frase possa soar, vamos falar sobre ela um pouco.


Quem almeja melhorar sempre, não se fixa em apenas um ponto, mas em vários, seja em qual campo for, quem busca se aprimorar, está no rumo da promessa feita na vira de ano. Se for no campo físico, a busca pela saúde merece destaque, seja perder peso, largar vícios, praticar esporte... independente de qual hábito saudável você deseja adquirir, isso é sensacional. As do campo profissional, legal, buscar se capacitar para prospectar novos cargos, novos desafios, e, claro, melhores remunerações. No campo espiritual, aderir a um credo, uma fé, uma filosofia de vida; se for algo que prime pelo bem (seu e da humanidade), por que não? O campo que mais interessa é o psicológico, não necessariamente no combate a algum problema que você enfrente – como depressão e ansiedade, mas mudanças no seu comportamento, quebra de paradigmas, que você sobretudo se torne uma pessoa mais tolerante, que talvez esse item resuma bem como ser uma pessoa melhor. Afinal a tolerância corresponde à capacidade de uma pessoa ou grupo social de aceitar outra pessoa ou grupo social, que tem uma atitude diferente das que são as normais no seu próprio grupo, então fica garantida a aceitação de diferenças sociais e a liberdade de expressão. Tolerar algo ou alguém é permitir que algo prossiga, mesmo que a não se concorde com tal valor, pois é dado o respeito de discordar.


Comumente vejo pessoas reclamando, que há muito Mimimi, do politicamente correto, que não são obrigados a aceitar determinadas condutas, que não querem achar lindo aquilo que não concordam. Olha, você não é obrigado a achar lindo ou praticar aquilo que você não gosta, entretanto apenas respeite, se for contra seu credo religioso, tudo bem, tenha o seu, dentro do pensamento pode tudo, pelo menos ainda não possuímos tecnologia para fiscalizar o que passa na mente de outrem. Apenas tenha cuidado ao expor seu ponto de vista, principalmente quando se tratar de um tema polêmico, afinal a liberdade de expressão não constitui com direito irrestrito, por exemplo, com base nisso, pesquisei sobre alguns textos nesse diapasão, eis um trecho de um artigo que li:


“É muito comum que se confunda o resguardo desses direitos como censura, contudo, respeitado o entendimento contrário, essa é uma conclusão equivocada, pois a censura pressupõe uma exceção prévia a manifestação do pensamento ou, ainda, um silenciamento posterior com base em meros pressupostos de ordem ideológico-políticos o que é totalmente diferente da responsabilização de pessoas que abusam da liberdade de expressão ao ponto de lesarem outros direitos. Uma coisa é a censura, totalmente inadmissível, outra coisa é a responsabilização de pessoas que extrapolam os limites e lesam o direito de outras pessoas.”


Se for para resumir o que tratei nas linhas acima em uma frase: não seja um babaca. E antes de postar aquela polêmica em redes sociais, pergunte-se: vale a pena a treta? Vale a pena arriscar algumas amizades, às vezes até dentro do laço familiar? No mais, desejo que 2021 venha com tudo, e que vocês evitem ser babacas.


Abraço


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