Rede social
- Pedim Guimarães
- 7 de fev. de 2021
- 4 min de leitura

Se você está lendo isso, deve ter visto alguma rede social minha a divulgação deste texto, assim como de outros. Antes de tudo, obrigado por ler meus textos, se quiser conversar sobre o que leu, só vir. Uma palavra é o que motiva o escritor, o artista em geral, afinal se trabalha com emoções, tocar pessoas, se não há isso, a obra tem sua ruína. E mexer com alguém não signifca trazer apenas emoções positivas; afinal tristeza, raiva e nojo podem constituir o objetivo do artista.
Eu gosto de rede social, mesmo tendo assistido ao documentário da Netflix: Dilema das Redes pretendo continuar com minhas redes. Atualmente possuo Facebook, Instagram, WhatsApp, Telegram e Twitter (depois de dez anos sem acessar resolvi ativar). E, acredite, monitoro meu uso, um amigo meu disse que eu mexia demais, aí comecei a atentar para isso desde o comentário dele. Então comecei a perceber o comportamento dos que convivem comigo. Constatei que o uso de smartphone se assemelha ao cigarro, quando não há o que fazer, a gente acende, sendo que agora nós acendemos a tela preta do celular, não consome nosso pulmão, porém consome nosso tempo.
Mesmo assim, encaro com bons olhos o uso consciente de rede social, dizem que Santos Dumont entrou em depressão quando soube do uso dos aviões para fins bélicos. Tudo contem a dualidade em si. Até mesmo a água, se ingerida demais, pode se tornar veneno. Moderação, eis a chave do segredo para muitos temas. Há alguns pontos que os atacadores de redes socais apavoram os usuários, comentarei alguns deles.
Proteção de dados: cara, se você preenche cadastros em lojas já está lascado. Ou você crê que esses dados não são passíveis de vazamento? E, sinceramente, o que ganharão ao expor seus dados? Você pode ser uma pessoa maravilhosa, mas... convenhamos que o universo não gira em torno de você. Quem liga para o que você pesquisa na internet? Ah, os grandes empresários, né? Para eles você é apenas um número, um padrão, um consumidor. Ou você realmente acredita num esquema conspiratório para expor sua privacidade virtual? Se você não realiza transações ilícitas na Deep Web, que varia de tráfico de drogas, pedofilia, vendas de órgãos a assassinato, qual sua preocupação? Ataque de Hackers? Aí sim, posso concordar, porém não importa a plataforma, também não importa se você está online, eles podem furtar suas informações e realizar compras, fazer dívidas. Os cuidados na internet se assemelham aos do mundo físico: ter cuidado por onde anda, em quem você confia, etc...
Outro motivo citado: bolha. E para esse, a solução se encontra nas suas mãos. Siga pessoas de quem você discorda, até para saber o que você critica, quem sabe sua ojeriza se deve apenas ao que seus contatos postaram. Ou para você embasar melhor seus argumentos. As redes sociais possuem um algoritmo voltado para chamar a atenção do usuário, que visa que este passe o máximo de tempo conectado, checando seu feed. “Os primeiros posts que aparecerão (Facebook, Instagram ou LinkedIn) serão aqueles cujo o algoritmo de cada uma dessas redes julgou ser mais interessante. Bom, basicamente o que aparece no seu feed é resultado de tudo aquilo que você curte, compartilha e visita nas suas redes sociais. O engajamento também é válido para as pessoas com quem você interage. Tudo isso faz com que os algoritmos das redes sociais trabalhem para oferecer o melhor conteúdo dentro daqueles nichos mais acessados pelos usuários.” Esse trecho faz parte deste artigo aqui. Acho esse item pode ser contornado da forma que expus no começo deste parágrafo.
Tempo de uso: bom, como disse, há aplicativos específicos para isso. Alguns aparelhos já possuem um aplicativo chamado Bem Estar digital. Além de mostrar o tempo usado em cada aplicativo, é possível restringir o uso do celular a partir de determinado horário. Agora, se você trabalha em rede social, então o conselho para seu caso seria mais para voltar o tempo para produtividade.
Ódio nas redes sociais. Se você investe seu tempo em brigas, sair comentando em perfis cuja ideologia não lhe apetece, procurar debates sem pé nem cabeça – mas com muito xingamento... sinto muito por você, de verdade, a internet possui tanto material bom, milhares de tutoriais, vídeos de bichinhos e bebês, piadas, espiritualidade, ciência, daí você, feito besta, vai perder tempo com ódio? Parênteses para alguns casos de militância, posso não fazer isso, mas respeito. E há uma diferença imensa entre levantar uma bandeira justa (conscientizar sobre aquilo que se defende) e levantar bandeira absurda (por exemplo nazismo). E vale ressaltar que direito a liberdade de expressão não lhe permite proferir absurdos, tampouco ofender indiscriminadamente os outros. Se fosse pelo menos por uma causa justa, pelo menos, mas não, já vi ofensas num perfil em que estavam reclamando da dublagem de uma animação da Liga da Justiça, o dublador oficial do Superman não participou, isso gerou uma onda de brigas no perfil do profissional, que veio pedir educação e que iria bloquear usuários mais exaltados. Na época do Orkut eu debatia muito na internet, garanto que não leva a lugar algum, por mais eloquente que seja, por melhores que sejam seus argumentos, se o outro não estiver propício a mudar, de nada valerá.
Isso aí acima é a forma como eu encaro as redes sociais. Não desejo que vocês façam o mesmo que eu, apenas mostrando como eu encaro. Afinal quem sou eu para ditar conselhos? Entretanto, se você chegou até aqui, propor uma reflexão: você acha que tem passado momentos engrandecedores em rede social?
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