Vilão COVID,
Oi galera, como vocês tão?
Por aqui de boa, mas o mundo, bom, não parece o mesmo, na verdade, duvido que volte a ser como outrora. Ah nesse colóquio não falaremos de política, apesar do momento propício para tal, tampouco sobre economia, oposto ao anterior, talvez você, caro leitor, tenha sofrido perdas financeiras, aí você vem aqui neste blog, espaço que cuja razão de ser é propor divertimento e reflexão, vez por outra consigo juntar os dois. Como desviei do foco, iremos para outro parágrafo para organizar o texto.
Oportuno citar a frase de Heráclito “Não podemos nos banhar duas vezes no mesmo rio, porque as águas nunca são as mesmas e nós nunca somos os mesmos”. Imaginemos que esse rio corresponde a uma metáfora da pandemia, você acha que ao cruzar o rio você permanece a mesma pessoa? Provavelmente não, certo? A começar pelas perdas, sinto muito pelos lutos que você passou, muita gente bacana partiu, a cada despedida regada de lágrimas, acompanhadas de remorso e, não raro, de raiva, sim, isso mesmo que você acabou de ler: fúria. Seja por falta de vacina, convenhamos que demorou bastante para começar a vacinação, seja por alguém infectado que transmitiu esse vírus para alguma pessoa querida que veio a falecer. Não estou “passando pano” para quem foi descuidado, houve muitos episódios de pessoas estúpidas, todavia nem todos os vetores de transmissão agiram de má fé. Ah, antes de escrever a oração subordinada anterior, pesquisei sobre esse termo “vetor”, achei essa definição da Wikipedia: “Vetor é todo ser vivo capaz de transmitir um agente infectante, de maneira ativa ou passiva. Um agente infectante é qualquer parasita, protozoário, fungo bactéria ou vírus capaz de infectar um organismo. A transmissão ativa ocorre quando o vector é infectado e então infecta outra espécie de organismo”. Após essa digressão vamos analisar a ideia do vetor que infectou outra pessoa sem querer isso.
E mais uma vez, sinto muito se você acabou recebendo uma carga de culpa sobre ter infectado alguém, em especial se esse indivíduo veio a falecer, entendo perfeitamente, e talvez, se você pudesse escolher, talvez você tivesse optado por ter partido no lugar de quem foi para não sentir esse fardo de homicida. Se você se sente assim, procure algum especialista em saúde mental para falar sobre isso. Eu não sou, apenas tenho um blog e escrevo sobre o que penso, e, como diria Sócrates “só sei que nada sei”.
Muita gente desenvolveu algum transtorno mental, uns trataram, contudo a maioria não, apesar de terapia ser cada vez mais algo natural, até os terapeutas fazem, sim, ou você acha que tratar disso deixa o profissional ileso? Infelizmente muita gente não possui condições de buscar tratamento, e também sinto muito por isso, deveria ser algo mais acessível a todos, esse assunto fica para outro texto ou não. Se você estiver mal e puder buscar ajuda, não hesite em fazer isso. Todo mundo precisa em algum momento da vida, às vezes a gente consegue superar as adversidades de outros modos, mas... e deixo em reticências para não ficar redundante e enfadonho.
Outra peculiaridade desse período é que muitos esperavam que uma onda de caridade fosse ocorrer, ledo engano, uma frase muito repetida: quem era bom ficou melhor, quem era ruim ficou pior. Como fomos expostos a situações extremamente adversas, as reações foram as mais variadas, inclusive virar as costas para quem precisava, romper amizades – sobre isso, se o vínculo era meramente uma relação parasitária, então foi bom, afinal há muitos “vampiros”, gente que busca apenas se aproveitar de outros, seja de forma material, seja de forma afetiva (quem nunca teve aquele contato chato de rede social que aluga seus olhos para os problemas, e quando você fala os seus? Ou então quando você tenta ponderar o que a pessoa diz? E quando você pede algo fácil e seu suposto amigo simplesmente “defeca” para você? Nem ajuda nem justifica, enfim “caga” para você. Os testes de amizade ocorrem durante os problemas. Talvez você tenha perdido amigos, e, olha, não sei se falarei que sinto muito, pois pode ser que tenha sido melhor para você, quiçá nunca houve amizade mesmo, ou então já havia uma visão negativa sobre sua pessoa, só você não enxergou isso. De boa, siga para frente.
Para finalizar, esse desenho surgiu num diálogo por aí, das semelhanças do COVID e Thanos, o titã louco. Por falar neste, deixarei algumas frases bacanas dele:
“Perfeitamente equilibrado. Como todas as coisas devem ser” – claro que o contexto da frase é completamente diferente, essa frase é dita na cena em que ele ensina a Gamorra como o universo deve ser: equilibrado, legal, mas no sentido de dizimar pessoas. Essa busca pela harmonia deveria constituir na bússola moral de cada um de nós. O Ying e Yang. O Cinza em vez de Branco e Preto.
“As escolhas mais difíceis requerem as vontades mais fortes” – dentre essas escolhas árduas, a vontade de mudar talvez seja a que mais necessite de uma vontade forte, um desejo sem hesitação deve ser aplicado para que se consiga alcançar o objetivo almejado: o de quebrar seus paradigmas, quem sabe uma ou outra crença...
Grato por ter lido até aqui,
Abraço,
Paz
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